Segunda-feira, Fevereiro 19, 2007

O moinho

   Era o Sr. José mais conhecido pelo seu gume no negócio.    Sua esposa D. Matilde ficava colérica quando o “Zé” (como ela o tratava) chegava a casa da labuta, todo sujo. Passara o dia todo na bigorna a talhar o ferro para fazer o moinho do Sr. Evaristo, mas mesmo assim sentia muito entono pelo seu marido.   Enquanto ele não chegava a casa ela salmodiava e às vezes persignava para que tudo corresse bem, era supersticiosa.   Durante a montagem do moinho o Sr. José passava o tempo todo a fazer admoestações ao Sr. Paulino (o seu empregado), que balbuciava e convulsava, até que o crepúsculo chegou, tornando-se sinistro continuar o trabalho.   Depois de terminado o moinho o Sr. José foi colocá-lo na beirada do rio muito perto de um renque de olmos. Como não podia sozinho pediu ajuda ao Paulino, que era um homem intimativo e coerente.   Até que de repente começou a transvazar água do dique aos solavancos, onde vagava um animal morto.   O Sr. Paulino incrédulo começou a gritar enquanto o Paulino o negaças.
Escrito por Diana em 20:23:59 | Link permanente | Comments (1) |
Comentário
1 - Já escreveste muitos textos e são todos fascinantes, gostamos muito de os ler. Tens bom gosto nos textos que escolhes. Das tuas amigas Ana Catarina e Sandra Patrícia. (Comentar)

Escrito por: Ana Catarina e Sandra Patrícia em 2007/02/28 - 12:32:54
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