Sábado, Novembro 24, 2007

O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá

Autor: Jorge Amado
Título: “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá”


Data:

20-11-07
22-11-07
23-11-07
24-11-07
25-11-07
Página:
15-36
37-56
57-76
79-94
97-110
Esta história fala-nos de uma história de amor.
O Gato Malhado abriu os olhos pardos, feios e maus quando a Primavera chegou vestida de luz, cores e de alegria, olorosa de perfume subtis desabrochando as flores e vestindo as árvores de roupagens verdes.
Na opinião geral dos habitantes do parque não só os olhos do Gato Malhado reflectiam maldade, mas também o seu corpanzil forte e ágil, de riscas amarelas e negras.
Era um gato de meia-idade. Quando era jovem amava correr por entre as árvores, vagabundear nos telhados, miando canções de amor à lua cheia. Não tinha relações de amizade com os vizinhos, era a criatura mais egoísta e solitária.
Do Gato Malhado ninguém se aproximava.
Só no parque a coruja dizia que o gato não era assim tão mau.
Quando a Primavera rompeu, o Gato Malhado sorriu (para o espanto de todos, alguns diziam que ele devia estar a preparar alguma) e rebolou-se na grama como se fosse um jovem gato adolescente, soltou um miado que mais parecia um gemido. Levantou-se, estirou os braços e as pernas, eriçou o dorso para melhor captar o calor do sol subitamente doce, abriu as narinas para aspirar os novos odores que rolavam no ar, deixou que todo o rosto feio e mau se abrisse num sorriso cordial para as coisas e os seres em torno. Começou a andar procurando a Primavera, mas não via ninguém.
O Gato Malhado compreendeu que todos fugiam dele, foi uma triste constatação. Deixou de sorrir, encolhendo os ombros, num gesto de indiferença. Todos não...
A Andorinha Sinhá fitava-o e sorria.
O Gato Malhado sentou-se no chão e perguntou à Andorinha se não fugia dele, ela disse-lhe que não tinha medo dele, pois podia voar. A Andorinha Sinhá disse ao Gato Malhado que era mais tolo do que feio. Ela como sentiu que tinha ofendido o Gato voou para um ganho mais alto. Ele achava-se lindo e elegante. A história não continuou porque chegaram os pais da Andorinha que a levaram consigo passando-lhe um raspanete.
E assim começou a história de amor do Gato Malhado e da Andorinha Sinhá.
Os seus pais proibiram-na de aproximar-se do inimigo feroz.
A Andorinha Sinhá era terna e obediente, bem comportada, amável e bondosa. Mas ela não gostava que fossem injustos com o Gato, pois ninguém lhe tinha provado que era um pecado ou crime manter relações cordiais com o Gato Malhado. Naquela noite pensaram um no outro...
O Gato via a Andorinha em todos os lados, numa flor, na água, em cada folha...
Será que o Gato Malhado se apaixonou?
Chegou o Outono, uma estação muito alegre. O Gato Malhado andava triste pois a Andorinha Sinhá saia com o rouxinol. Ela não conseguia perceber porque é que estava a deixar o Gato Malhado triste.
Com a chegada do Outono que derrubava as folhas das árvores, o vento sentia frio, e, para esquentar, corria zumbido pelo parque. Os animais do parque deixaram de ter medo do Gato Malhado, pois ele tinha-se mostrado um gato brando e amável nas duas estações anteriores, pois devia estar a ficar velho.
A Andorinha Sinhá como tinha que partir deu os sonetos que tinha elaborado. A partir daí o Gato voltou a ser mau, egoísta e solitário. No início de Outono o Gato Malhado recebeu uma carta da Andorinha Sinhá que dizia que eles não se podiam casar, pois não iam ser felizes, e além disso um gato não se pode casar com uma andorinha. Toda a gente achava que o gato era solitário, mas não, não é verdade ele guardava as melhores recordações dos doces momentos vividos no seu coração, mas ficava triste por saber que não podia só viver de lembranças, mas também necessitava de sonhos do futuro.
No dia do casamento da Andorinha Sinhá com o Rouxinol, foram todos os animais do parque à festa excepto o Gato Malhado. Os seus sonhos de futuro tornaram-se impossíveis pois a Andorinha Sinhá casara com o rouxinol.

Escrito por Diana em 13:48:07 | Link permanente | Comments (0) |

Quarta-feira, Novembro 21, 2007

"Um Mistério em Sintra"

“Um Mistério em Sintra”
Autor: João Aguiar
Colecção: O Bando dos Quatro
Título: “Um Mistério em Sintra”
Editora: Edições ASA

Data:
14-11-07
15-11-07
16-11-07
17-11-07
18-11-07
19-11-07
Página:
7-20
21-41
42-65
65-110
111-132
133-145

O Bando dos Quatro estavam de férias e não iam ir a lado nenhum, pois não iam a lado nenhum, receberam a noticia que a abertura da estalagem ia ser adiada, devido à cozinha não estar acabada e à falta de roupa.
Então a Catarina resolveu convidar o Carlos, o Álvaro e o Frederico para irem passar alguns dias a Sintra a casa da Tia Luísa. Eles aceitaram e logo no dia seguinte o pai do Frederico foi leva-los a Sinta, foi um bocado difícil de encontrar a casa, quando lá chegaram instalaram-se. Foi então que todos combinaram que no dia seguinte iriam fazer um piquenique no Castelo dos Mouros.
A Catarina foi a primeira a acordar, acordou os rapazes. Quando iam a caminho do piquenique encontraram o Tio João e uma equipa cinematográfica. O tio João disse-lhe que o produtor andava à procura de quatro jovens para participar no filme como figurantes. Foi então que eles pensaram que podiam participar.
No seguinte de manhã lá estavam eles, além das filmagens ainda tiveram de fazer alguns testes. O bando dos Quatro ficou a saber que nos últimos tempos houveram umas confusões.
Ao fim do dia quando se dirigiam para a casa da Tia Luísa fivam um cachorro abandonado que o levaram para casa, a Tia Luísa deixou-o ficar lá.
No final do dia, ao regressarem para casa, encontraram um cachorro abandonado. Levaram-no para casa da Tia Luísa e esta deixou-o lá ficar.
Acontecia todos os dias confusões com as filmagens, diziam que era maldição, mas o Bando dos quatro não acreditava nisso.
Como não precisavam mais do Bando dos Quatro nas filmagens passaram lá para receber.
Viram o Walter e o Elias a andar por lugar esquisitos e resolveram segui-los, foi quando os viram a tentar matar Herbet Weil, pois era Walter quem iria receber a fortuna toda de Herbet Weil, pois era o único parente vivo. As tais confusões nas filmagens era para tentar matar o Herbet Weil. Conseguiram impedir que matassem o actor principal.
Quando regressaram a Vila Rica o cachorro que encontraram, ao qual puseram o nome de Pelópidas ficou na casa do Carlos e do Álvaro.
Acabou tudo bem graças ao Bando dos Quatro.Smile

Escrito por Diana em 15:20:20 | Link permanente | Comments (1) |

Sábado, Novembro 10, 2007

Que futuro

O homem julga que é muito poderoso, mas aos poucos está a cavar a sua sepultura e está condenado a morte.

Já é tarde, mas sempre se pode minimizar o desastre que a muito os cientistas bem anunciando, as mudanças do clima e do ambiente são um dos principais desafios da humanidade.

O homem continua a destruir a floresta, cursos de água, contaminar os solos, poluir a atmosfera, não poupa energia continua a destruir a camada de ozono.

Tudo isto vai fazer com que o clima sofra uma subida de temperatura, com grandes períodos de secas e mais incêndios destruindo a agricultura e muitas espécies de animais.

Vai derreter os glaciares, fazendo subir o nível do mar inundando as populações que vivem perto da costa, como e o caso de Portugal que tem uma grande extensão costeira desalojando milhares de pessoas provocando crises económicas e humanitárias.

 Os Invernos vão se tornar mais pequenos e secos não chovendo, muitos dos rios que conhecemos secarão, destruindo todo o ecossistema à sua volta. Não podemos continuar com este tipo de atitudes, temos que respeitar a natureza se queremos ter um futuro melhor.

É a grande lição a tirar e se matarmos as árvores sem cuidado morremos com ela.

Como não e possível voltar atrás para mudar o começo, se começarmos agora pode se que mudemos o fim...

Escrito por Diana em 20:27:29 | Link permanente | Comments (2) |

Quinta-feira, Novembro 01, 2007

Estúpido Orgulho

O retrato está pousado sobre a mesa que o tempo se encarrega de ofuscar, o brilho e as cores estão cada vez mais cinza escuro, como tudo à sua volta.
  Lá fora, o sol toca as árvores do parque, só deixando passar um raio de luz que vai em direcção a duas pessoas: a mãe e o filho, sentados no banco de pedra olhando o rio que o levou.
 O tempo passa e leva com ele o passado. As memórias tornam-se difusas, sentimentos de revolta e ódio misturados com amor e paixão, dir-se-ia que só os retratos permitem que se saiba ter existido cada um desses rostos.

Levantou-se. Olhou as árvores. E lembrou: ” Estúpido Orgulho” bastava um sorriso, um gesto, uma simples palavra (fica).
Mas não, tudo foi levado pelo vento naquele barco à vela que suavemente o empurrava para o mar, deixando cada vez mais longe os nossos corações, naquela manhã de sol com orvalho à mistura que mais parecia lágrimas que o sol teimava em secar.
Os anos iam passando e o sentimento de revolta aumentava, todos os dias ao nascer da aurora, se curvava lentamente na sua janela olhava o rio, direita esquerda, esquerda direita e nada só o vento, que ao soprar mais forte fez entrar pela janela folhas murchas que já não servem para nada. Fechou a janela e com cuidado apanhou uma a uma para cima da cama e com elas escreveu António, depois foi acariciando com suas mãos que mais pareciam penas para não o acordar.
Deitou-se ao seu lado sorrindo, seus olhos tão brilhantes que mais pareciam diamantes e assim adormeceu.
Só acordou na manha seguinte com o cantar dos pássaros e ainda em pijama dirigiu-se lentamente, suavemente parecendo ser levada pelo vento até ao rio.
Foi quando ouviu um barulho que vinha em sua direcção, olhou em frente mas só conseguia ver um reflexo, seu coração parou por momentos e em seguida gritou:
- Annntóóóóóóóóóóóóóóóóóónio.
Fechou os olhos e abriu os braços, sentia cada passo a aproximar-se, os olhos abrem e fecham como um flash teimando captar aquele momento.
Um beijo na testa, um olhar sem palavras, aquele sorriso anestesiante, finalmente aquele abraço para sempre.
Há um novo retrato sobre a mesa.
Escrito por Diana em 21:34:03 | Link permanente | Comments (0) |