Terça-feira, Fevereiro 27, 2007

A Árvore

Autora do livro: Shopia de Mello Breyner Anderson
Editora: Figueirinhas
Titulo do livro: “A Árvore”

 


                          “ A Árvore”

Numa ilha pequena do Japão havia uma grande árvore, os japoneses têm um enorme carinho e cuidado com a natureza. Toda a gente a admirava. Mas, com o passar do tempo, a árvore tornou-se enorme que a sua sombra cobria metade da ilha. As pessoas andavam preocupadas, discutiam, pois tinham de arranjar uma maneira, pois aquilo não podia continuar. Cortá-la dava muita tristeza a todos. Então a sua madeira dos ramos e das pernadas foram distribuídas pela população, assim podiam construir algo que lhe fizesse lembrar a árvore. Acabando por ficar só o enorme e grosso tronco nu. Os comerciantes e armadores queriam a madeira, mas a população não aceitou. Foi então que decidiram com a madeira construir um barco, quando ele ficou pronto fizeram uma enorme festa. Dai em diante o povo passou a ser mais rico. Os anos foram passando e a madeira da quilha tinha começado a apodrecer. Toda a gente ficou triste pois não podia continuara a fazer os seus negócios. Sendo assim foram a outras ilhas comprar madeira, acabando por construir um barca, que em poucos meses ficou pronta, logo a puseram a flutuar. A madeira da barca velha ainda continuava bem conservada, então com a sua madeira construíram um biwa que é uma espécie de guitarra japonesa.   

 Espelho ou o retrato vivo”

Vivia um casal no Japão feliz, tinham uma menina muito bonita que era o retrato vivo de sua mãe, viviam os três numa casa bonita e limpa. Um dia o marido que era negociante de chá teve de ir a kiotto. Sua mulher afligiu-se porque as viagens naquele tempo eram difíceis, demoradas e perigosas. O marido sossegou-a, dizendo que iria na comprar muitos presentes.
Daí a poucos dias partiu…Tinha-se passado quatro meses e ela ainda não regressara. …Ate que um dia um vizinho disse à mulher que tinha visto o seu marido ao longe. Esta foi  para casa e esperou junto com sua filha a chegada do marido ansiosamente.    
O homem trouxe muitos presentes. E deu a sua esposa um espelho muito raro. Ele perguntou o que é que ela via, ela disse-lhe que via uma mulher muito linda como não tinha visto antes. O homem disse-lhe que era o seu retrato.    A mulher a partir dai via-se todos os dias ao espelho. Achava-se tão bela, acabando por se tornar fútil, vaidosa, orgulhosa, tonta. Ele decidiu guardar o espelho. Esta quando estava a morrer lembrou-se do espelho, pois tinha medo que a sua filha se tornasse como ela (eram parecidas) disse à filha para o ir buscar, para a poder ver sempre que lhe apetecesse, mesmo já estando morta.    
Escrito por Diana em 19:42:25 | Link permanente | Comments (4) |

O Objectivo da Disciplina de Língua Portuguesa

Na Escola Básica Integrada de Vila Cova, na disciplina de Língua Portuguesa, o Sr. Professor Paulo Faria teve a excelente ideia de que os 7º anos iriam criar um blogue. Blogue incentivara os alunos tanto a escrever como a ler. Alem disso também tem muitas vantagens, algum exemplos são a protecção da natureza o papel é feito de arvores e quando escrevemos no blogue ao fim vamos chegar à conclusão que foi menos uma árvore que foi abatida, o blogue serve de portefólio. Assim tanto o Sr. Professor de Língua Portuguesa, colegas nossos ou ate pessoas que desconhecemos podem deixar os seus comentários. O blogue vai servir de avaliação.
Escrito por Diana em 18:38:38 | Link permanente | Comments (0) |

Segunda-feira, Fevereiro 26, 2007

Blogue

Na Escola Básica Integrada de Vila Cova, na disciplina de Língua Portuguesa, o Sr. Professor Paulo Faria teve a excelente ideia de que os 7º anos iriam criar um blogue.    

Blogue incentivara os alunos tanto a escrever como a ler. Alem disso também tem muitas vantagens, algum exemplos são a protecção da natureza o papel é feito de arvores e quando escrevemos no blogue ao fim vamos chegar à conclusão que foi menos uma árvore que foi abatida, o blogue serve de portefólio. Assim tanto o Sr. Professor de Língua Portuguesa, colegas nossos ou ate pessoas que desconhecemos podem deixar os seus comentários. O blogue vai servir de avaliação.

Escrito por Diana em 20:51:20 | Link permanente | Comments (0) |

Terça-feira, Fevereiro 20, 2007

Ulisses

   Ulisses vivia numa ilha grega, com sua mulher e seu filho. Ele era o rei dessa mesma ilha; ele também gostava de aventuras.
    Um dia um príncipe troiano raptou a rainha grega. Ulisses foi para a guerra.    Passaram-se anos, e nem noticias deles haviam. Ulisses e os seus guerreiros já estavam faltos de ali estar lá e fizeram um plano. Que deu certo. Os gregos libertaram a rainha. Ao fim da missão concluída puseram-se a caminho de Ítaca. Mas a viagem ia demorar muito tempo. Apanharam uma corrente e foram ter a Ciclópia, lá tudo era gigante. Eles pensavam que aquela era a única ilha que não estava habitada por Ciclopes. Até que avistaram os mais perigosos de todos os Ciclope o Polifeno. Eles esconderam-se detrás de uma pedra para ele não os vivem, mas acabaram por morrer 9 homens. Ulisses tentou falar a primeira vez com eles mas ele, mas ele ameaço-o, disse que ele ia ser o último homem a comer. Por fim tornaram a conversar outra vez, mas Polifeno perguntou a Ulisses como se chamava. Ulisses ezitou mas acabou por dizer que se chamava Ninguém. Polifeno ficou admirado com o seu nome. Eles para saírem de lá espetaram o tronco de uma árvore no meio da testa de Polifeno. Poli feno ainda acabou por matar alguns homens.     Ele começou a gritar os Ciclopes da outra ilha tentaram socorrer Polifeno. Mas Polifeno dizia que Ninguém ou seja Ulisses o queria matar. Eles pensavam que ele estava a endoidecer. E não ligaram. Na manha seguinte ataram-se às ovelhas e saíram para que polifeno não nota-se, pois estava cego. Ainda tiveram alguns contratempos mas conseguiram livrar-se daquele pandemónio.    Remaram até que chegaram a uma ilha. O rei da mesma ilha quis ajudar Ulisses a ir para Itaca. Deu um saco a Ulisses mas pediu para não conta-se a ninguém e que não o abrisse. Ulisses dormia, até que um sobrevivente dos ataques de Polifeno estava curioso e abriu o saco… foi então que começou a tempestade.    O navio acabou por ficar com grandes estragos e foi atirado para uma para a terra de Eólia. arranjaram o navio o melhor que podia e fizeram-se de novo a mar. Passados alguns dias avistaram uma ilha onde aportaram.    Acabou por aparecer uma mulher que lhes ofereceu um banquete e por fim um licor. Mas aquilo não cheirava nada bem achava que avia alguma coisa por detrás daquilo e escondeu-se e o que viu deixou-o assustado.pois estavam todos com amnésia. E a deusa transformo-os em porcos. Ulisses desatou a fugir pela floresta. Ate que encontrou Minerva que lhe ofereceu uma erva para que ele se livra-se da má sorte. Circe apaixonou-se por ele e deu-lhe licor mas graças a erva não fez efeito. Ela manteve-o preso durante algum tempo mas vendo que ele estava triste acabou por o libertar. E restituiu os seus marinheiros. Mas pediu-lhe para se dirigir à ilha dos infernos. Ulisses assim fez. Entrou uma gruta e apareceu a sombra de sua mãe que lhe disse que todos pensavam que ele estava morto e que Penélope se passaria quando acabasse de tecer a teia. Ulisses pôs-se a caminho. Passaram-se dias ate que iam entrar no mar das sereias (se não tapassem os ouvidos não lhes conseguiam resistir e acabariam por morrer). Ulisses disse que queria ouvir o seu canto então ataram – no ao mastro e os outros puseram cera nos ouvidos.   Ate que Ulisses começou a ouvir Penélope a pedir-lhe ajuda a dizer que as sereias lhe queriam fazer mal. Ulisses tentou fazer tudo para se soltar gritava mas os marinheiros não ouviam. Depois de terem passado o mar das sereias, quando olharam para trás quando viram Ulisses ficaram imobilizados, Ulisses parecia um velho, estava cheio de sangue e suor. Os marinheiros perguntaram-lhe o que se tinha passado:   - Não ouviram nada?  Mas acabou por se lembrar que as sereias imitavam vozes. A viajem continuou. Um dia passaram entre dois rochedos onde morreram marinheiros. Outra vez um violento naufrágio, acabando por ficar Ulisses só. Ulisses foi atirado para as praias de uma ilha, onde foi descoberto por Nausica a filha de reis, onde o acolheram na sua corte. Um dia quando recuperou a memória narrou a sua história. O rei ofereceu-lhe um navio e marinheiros para regressar a Ítaca. Ao chegarem lá Ulisses dormia e os marinheiros deixaram-no sobre as areias e junto ao seu corpo os presentes que o rei lhe oferecera. Quando Ulisses acorda imaginou outro naufrágio, mas apareceu a deusa Minerva que lhe disse para se alegrar pois estava em Ítaca. Ela teve uma ideia de transformar Ulisses num mendigo (assim ninguém o reconheceria). Bateu à porta do seu amigo Eumeu, que o acolheu pensado que era um estrangeiro, chegou Telémaco desanimado depois de uma viajem feita onde ainda não encontrou o seu pai. Eumeu saiu de casa uns momentos e Ulisses disse a Telémaco que era o seu pai, acabando por cair nos braços um do outro, chorando de alegria .Mas pediu-lhe para não dizer nada a ninguém. No dia seguinte Ulisses aproximava-se do seu palácio e para seu espanto o seu cão que já estava velho reconheceu-o começou a ladrar, Ulisses ainda o mandou calar mas no momento que os pretendentes chegaram à porta para ver o que se passava o cão acabava de morrer de emoção. Eles perguntaram a Ulisses o que queria e ele disse que queria esmola, mas eles mandaram-no embora. Ate que Penélope apareceu e o acolheu na sua casa. Um dia enquanto Euriceia lavava os pés do mendigo descobriu que ele era Ulisses. No dia seguinte enquanto os pretendentes o gozavam Ulisses mostrou quem realmente era. Assim ele e Telémaco varavam com as setas um a um os pretendentes. Penélope e Ulisses abraçaram-se. Contou-lhes todas as suas aventuras.        

 

Escrito por Diana em 13:50:17 | Link permanente | Comments (0) |

Segunda-feira, Fevereiro 19, 2007

A Menina do Mar

Morava numa casa branca em frente das dunas um rapazito. Ele adorava o mar, e tinha muita pena de não ser um peixe.    Em Setembro vieram as marés vivas, chuvas e temporais, o que impedia o rapazito de ir brincar para a praia. De manhãzinha ao fim de uma noite mal dormida por causa do temporal o rapazito foi à janela e viu um sol brilhante. Nessa manhã ele foi brincar para a praia e quando se preparava para ir para casa ouviu quatro tipos de gargalhadas muito estranhas, que vinham do meio de duas pedras.   O rapazito foi espreitar com muito cuidado e foi então que descobriu um peixe, um polvo, um caranguejo e uma menina muito pequenina que devia medir um palmo de mão.   Acabou por os seguir, mas eles entraram num buraco de uma gruta muito pequeno, mas a maré subiu acabando por o tapar.   Quando chegou a casa mal podia dormir pois pensava no que tinha visto.   No dia seguinte voltou ao lugar do dia anterior e lá estavam eles outra vez. O rapaz não resistiu e acabou por agarrar a menina. A menina entrou em pânico só pensava que ele a iria fritar. O rapaz conseguiu acalma-la e provar que não lhe queria fazer mal, foi então que começaram a conversar e ela lhe disse que se chamava Menina do Mar, que foi trazida para aquela praia por uma gaivota e que vive na gruta com os seus amigos: caranguejo, peixe e polvo, que é bailarina da Grande raia que é temida por todos no fundo do mar e que respira dentro e fora de água.     A partir desse dia encontravam-se todos os dias e contavam coisas um ao outro ela sobre o mar e ele sobre a terra.      Como o rapaz lhe mostrava e explicava algumas coisas da terra, a menina ficava demasiado curiosa e pediu-lhe que a levasse a ver a Terra. Então combinaram que ele a levaria num balde com água para ela não secar, mas isso não chegou a acontecer porque os búzios foram contar tudo à grande raia. Esta castigou-a levando-a para uma praia muito distante que nem ela sabia onde ficava, o rapaz ainda tentou lava-la mas os polvos eram mais fortes que o rapaz.   Passaram-se muitos dias e o rapaz nunca mais viu a Menina do Mar.   Mas um dia quando era Inverno aconteceu uma coisa extraordinária uma gaivota trouxe um franco e disse que era magia que a menina do mar disse para ele beber para ir ao fundo do mar sem se afogar e que já sabia o que era a saudade.   O rapazito bebeu a água e apareceu um golfinho que o levou ao encontro da menina do mar. Nadaram sessenta dias e sessenta noites. A menina do mar e os seus amigos receberam-no com muita alegria.   Foi então que ela lhe contou que foi o Rei do mar que lhe dera aquele frasco pois ele via que ela de tanta tristeza e saudade já nem sabia dançar.   Eles juraram que nunca mais se separariam. O rapazito ficou para sempre com a menina no fundo do mar. A menina dançou a noite toda, como nunca tinha bailado tão bem.
Escrito por Diana em 21:44:45 | Link permanente | Comments (1) |

O moinho

   Era o Sr. José mais conhecido pelo seu gume no negócio.    Sua esposa D. Matilde ficava colérica quando o “Zé” (como ela o tratava) chegava a casa da labuta, todo sujo. Passara o dia todo na bigorna a talhar o ferro para fazer o moinho do Sr. Evaristo, mas mesmo assim sentia muito entono pelo seu marido.   Enquanto ele não chegava a casa ela salmodiava e às vezes persignava para que tudo corresse bem, era supersticiosa.   Durante a montagem do moinho o Sr. José passava o tempo todo a fazer admoestações ao Sr. Paulino (o seu empregado), que balbuciava e convulsava, até que o crepúsculo chegou, tornando-se sinistro continuar o trabalho.   Depois de terminado o moinho o Sr. José foi colocá-lo na beirada do rio muito perto de um renque de olmos. Como não podia sozinho pediu ajuda ao Paulino, que era um homem intimativo e coerente.   Até que de repente começou a transvazar água do dique aos solavancos, onde vagava um animal morto.   O Sr. Paulino incrédulo começou a gritar enquanto o Paulino o negaças.
Escrito por Diana em 20:23:59 | Link permanente | Comments (1) |

Quinta-feira, Fevereiro 15, 2007

Seis contos de Eça de Queirós

A aia
  Era uma vez um rei que foi batalhar por terras distantes, deixando só e triste a sua mulher e o seu filho ainda bebé. Até que um dia um cavaleiro veio anunciar a batalha perdida e a morte do rei. A rainha chorava…
  Junto do berço do principezinho que era feito a de marfim, havia outro berço de um escravozinho que era feito de verga. A mãe do escravozinho dava de mamar ao príncipe.
  O pior inimigo do príncipe era o seu tio, pois queria ficar com o trono.
  Até que uma noite, a escrava ouviu um ruído no jardim e percebeu que era o tio do príncipe que vinha para o matar. Então a escrava trocou o príncipe de berço.
   O tio do príncipe entrou no quarto e julgando que era o seu sobrinho que estava no berço de marfim pegou nele. Nos pátios havia luta… a rainha entrou no quarto e começou a chorar mas depois percebeu que a escrava tinha trocado o príncipe de berço.
O capitão dos guardas acabou por anunciar a morte do tio da criança e da própria, mas a rainha ergueu o príncipe nas suas mãos, chorando e rindo.
   A rainha para recompensa disse à aia para escolher as riquezas que quisesse. Ela escolheu um punhal gritando a seguinte frase:
    -“Salvei o meu príncipe. Agora vou dar de mamar ao meu filho”. E espetou o punhal no peito.

                                                                                                                             

                        O tesouro
   Era uma vez 3 irmão Rostabal, Guanes e Rui, o seu palácio já estava velho e eles nas noites frias iam dormir a uma estrebaria.
   Numa manhã foram juntos à mata à procura de comida, acabando por encontrar um cofre com 3 chaves cheio de moedas, ficando cada um com uma. Como não podiam subir a serra com aquilo, combinaram que Guanes iria à aldeia comprar 3 sacas para transportar o achado, 3 kg de cevada para as éguas, 3 empadões de carne e 3 garrafas de vinho.
   Rui lembrou-se que Guanes não queria ir nessa manhã à mata, e se assim fosse o tesouro seria dividido pelos dois. Então resolveram mata-lo. E assim fizeram. Ao fim Rui acabou por espetar a espada no coração do outro irmão. Rostabal. Agora as 3 chaves eram dele.  Acabou por beber o cálice, e sentiu lume dentro de si. Ainda foi até ao lago mas nada apagar aquele fogo e lembrou-se, que era veneno que seu irmão deitara para ficar com as três chaves. Os três irmãos morreram e o tesouro ficou na mata.

 

                                                                                                                            O defunto
   Um moço foi viver para Segóvia que se chamava Rui, morava ao lado da igreja de Nossa Senhora do Pilar ficando à sua frente o palácio de D. Afonso de Lara, que era um marido muito ciumento porque sua esposa D. Leonor era muito bela. Rui, ia todos os dias rezar à igreja, enquanto que D. Leonor ia só ao domingo. Ele apaixonou-se por ela.
   Uma aia descobriu e foi contar ao marido de D. Leonor, ficando a odiar o moço. Acabaram por ir para uma herdade que ficava em Cabril, mesmo assim mandava um criado saber notícias do seu rival.
    Um dia foi a D. Leonor e pediu-lhe para escrever numa folha de pergaminho, pois ele ameaçara-a com um cinto de punhal. A carta era dirigida a D. Rui e dizia que o seu marido estava ausente e pedia-lhe para ele se deslocar à herdade, a carta foi-lhe entregue por um moço do campo. Rui ia a caminho pelo Cerro dos Enforcados até que ouviu uma voz (era um enforcado) que lhe pedira para cortar a corda. Ele assim fez, e foi com o D. Rui até Cabril. Quando lá chegaram, havia umas escadas que estavam encostada à varanda, então o enforcado empurrou o D. Rui pedindo-lhe o chapéu e a capa dizendo que ia espreitar para o quarto, transformando-se no próprio D. Rui. de repente uma lamina de adaga cravou no enforcado, e caiu no chão. O enforcado disse que aquele encontro não era de amor mas sim de morte. O enforcado, dizia a cavalo e o D. Rui galopou. E perguntou onde queria ficar este respondeu ao pé da forca e D. Rui assim fez, e acabou por o prender a trave.
   D. Rui perguntou o que queria mais o enforcado respondeu que queria que ele conta-se tudo a Nossa Senhora do Pilar.
   De manhã quando chegou a Segóvia foi à igreja enquanto D. Afonso de Lara estava à procura do seu corpo, mas não encontrava nada… Sendo assim pôs-se a caminho de Segóvia, onde perguntou as notícias da Terra, pois novidades não havia.
   Foi então que dei de caras na igreja com D. Rui. Então o padre contou um caso que um enforcado tinha uma adaga espetada no peito algum o tirara e levara a um jardim, voltando a enforcá-lo. Então este foi  até ao Cerro dos enforcados, foi então que descobrira que era a sua adaga…
   Então regressou para Cabril. Um dia apareceu morto. Então D. Leonor foi para Segóvia, foi então que se casou com D. Rui.

 

                                                                                                                                           Frei Genebro
   Há muito tempo havia um frade que se chamava Genebro e estava a tentar ser santo.
   Passava fome e rezava, ajudava as pessoas e até foi preso para proteger os escravos.   
   Até que um dia fez uma viajem a pé e descalço. Acabou por avistar os restos de um castelo, foi então que se lembrou de um companheiro de convento, seguiu caminho para sua casa. Quando lá chegou chamou, uma voz respondeu-lhe que estava muito doente e não se podia levantar. Então Genebro entrou. O seu companheiro pedira-lhe  carne de porco, o frade lembrou-se que tinha visto porcos e foi a caminho e cortou uma perna a um, chegando a casa cozinhou-o. Deixou água à beira do colega e partiu.
   Passados alguns anos ficou conhecido pela sua fama. Nos últimos dias desfez-se do que tinha e lembrou-se das palavras de S. Francisco e morreu.
   Dizem que foi levado por um anjo para uma balança com um prato brilhante e outro negro. No brilhante caíram as coisas de bem que ele fez e no negro um porquinho sem perna. Foi então que surgiu a mão de Deus que pegou na sua alma e deixou-a cair na escuridão do Purgatório.  

 

                                                     Civilização
  Tenho um amigo que nasceu num palácio, que se chama Jacinto. Foi sempre feliz e era civilizado. Na sua biblioteca possuía todas as obras essenciais da inteligência e da estupidez. Os sofás tinham pranchas móveis. No seu gabinete de trabalho à volta do seu cadeirão havia tubos que serviam para mandar mensagens para as outras divisões da casa. Ele para escrever utilizava uma pena eléctrica e um lápis mecânico, tinha sempre prontos dicionários, enciclopédias….
  Havia mais civilização nos aparelhos modernos. A sala de jantar era agradável, cada talher tinha 6 garfos todos para diferentes pratos. Havia muita variedade de copos, águas… As comidas eram requintadas, as travessas subiam para a mesa em dois elevadores. Ele só lia obras de filósofos.
  Mas ele andava sempre triste desiludido, porquê que seria?
  Na primavera Jacinto fora ao seu Solar, mandou comboios para pôr mobílias e muitas mais coisas que faltava na casa como pôr vidros nas janelas… Depois partiram, mas quando lá chegaram as suas encomendas ainda não tinham chegado.
  Tiveram de cear caldo, arroz de favas e frango louro. Jacinto gabara a comida. E dormiram em dois colchões no chão.
  Na manhã seguinte fui a casa da minha tia, passadas três semanas regressara e Jacinto ainda estava lá. Ele já não andava triste, até me convidara para comer trutas que ele pescara. E dizia que o essencial era a sabedoria e bastava um tecto para dormir e um bocado de terra e grão para semear. Mas para sermos felizes tínhamos de regressar ao paraíso.
  Passara quatro anos e Jacinto ainda ali morara, pois encontrara a paz e a simplicidade.

     

                                                                       O suave milagre
  Antes de Jesus sair da Galileia, já os seus milagres chegavam a outras terras.
  Um viajante disse que rabi (um profeta famoso) andava a anunciar a chegada do reino de deus, contara que curou um leproso e ressuscitou um jovem.
  Todos perguntaram se ele era o Messias. Havia um guardador de rebanhos chamado Obel a quem o vento abrasador matara o seu gado. Então ele pensara que rabi acabara com a morte do seu gado e ordenou a criados que o procurassem.
  E passou-se algum tempo e as suas ovelhas continuavam a morrer.
  Nesse tempo, Públio Sétimo um chefe militar romano tinha uma filha que sofria de um mal lento e estranho. Então ouvindo falar de rabi mandou um batalhão de soldados procura-lo. Até que um dia um velho de religião grega disse que não haverá profetas nem milagres. Era grande o desespero de Públio Sétimo porque enquanto a sua filha morria a fama de Jesus crescia.
  Uma mulher viúva vivia com seu filho aleijado num casebre, não tinha roupa para mudar nem grão na arca. Um dia um mendigo falou de rabi, sendo assim o menino pediu à mãe que lhe trouxesse rabi, mas a mãe dizia que Obel e Sétimo eram ricos e que não o encontraram.
  O menino insistia e chorava. A criancinha disse que queria ver Jesus. E, logo se abriu a porta, Jesus disse à criança :
  -Estou aqui.

 

Escrito por Diana em 21:23:06 | Link permanente | Comments (0) |

O cavaleiro da Dinamarca

               

   A Dinamarca fica no norte da Europa.    Onde havia uma floresta com tílias, abetos e carvalhos, onde morava um aventureiro cavaleiro. Em frente da sua casa havia a árvore mais alta da floresta.   No natal havia azáfama em casa do cavaleiro. Juntava-se a família e vinham os amigos e parentes, criados da casa e servo da floresta. Muitos dias antes o cozinheiro fazia os bolos de mel e trigo, os criados barriam os corredores, e todas as coisas eram lavadas, encerradas e polidas.    Na noite de natal havia narração de histórias. Ate que o cavaleiro disse que para o ano não ia estar lá, pois ia ir de peregrinação a terra santa.   Mas prometeu dai a dois anos estar lá a passar o natal com a família.   Dirigiu-se para o porto de Jafa onde chegou antes do natal. Daí seguiu para Jerusalém onde rezou em lugares sagrados. No dia de natal dirigiu-se á gruta de Belém, onde rezou toda a noite e protegessem e guia-se na viagem de regresso. O cavaleiro demorou 2 meses na Palestina.     No fim de Fevereiro despediu-se de jesusalem e partiu para o porto de Jafa com outros peregrinos. Entre eles havia um mercador de Veneza com quem ele travara grande amizade. Por causa do mau tempo foram obrigados a esperar ate Março. Mas acabaram por embarcar, estava mau tempo mas passados 5 dias tudo acalmou. O navio estava desmantelado e não pode seguir viagem ficara por ravena. O cavaleiro admirava Ravena. O seu amigo pedira-lhe para ir com ele para Veneza e ele assim fez, onde ficou hospedado no seu palácio. Uma noite o cavaleiro perguntou ao mercador quem morava no palácio do outro lado este respondeu-lhe que era Orso Jacob mas já tinha morado Vanina. Ele era o seu tutor e quando era pequena a prometera em casamento a um parente chamado Arrigo. Mas esta quanto chegara à idade adulta não gostava dele. Passado algum tempo o seu amigo pediu-lhe para ficar lá para se integrar nos seus negócios, mas este recusando pôs-se a caminho de Florença, passando por Ferrara e Bolonha.    No princípio de Maio chegou a Florença. Onde procurou o banqueiro que o  Seu amigo lhe recomendara ficando hospedado na sua casa. Ao fim do jantar conversavam até que um dia levantou-se uma discussão sobre Giotto. E explicaram-lhe que foi um discípulo de Cimabué e que este descobrira o talento de Giotto o primeiro pintor de Florença.     O cavaleiro disse que foi a história mais extraordinária e decidiu ficar mais tempo em Florença visitou conventos, igrejas, bibliotecas e palácios.   O cavaleiro acabou por deixar Florença e viajava para embarcar no porto de Génova mas, perto de lá acabou por adoecer talvez do sol que o escaldava ou talvez da agua do poço que bebeu. Cheio de febre acabou por bater á porta de um convento. Os frades tiveram grande trabalho para o salvar, cuidaram muito bem dele. Mas só partiu daí a um mês e meio. Onde continuou viajem por terra ate Flandres dirigindo-se para Antuérpia onde procurou o negociante flamengo.    Ate que um dia um amigo do flamengo contou uma história que se passou quando ele era capitão de um navio. Um dia na África mataram-se dois homens um português e outro africano que um dia como não compreendiam o que diziam o português fez um simples gesto que assustou o africano, acabando por o português, mas acabaram por morrer os dois. Ao fim narração o negociante pediu-lhe para entrar nos seus negócios, mas o cavaleiro recusou.    O cavaleiro disse que faria a viagem por terra.   De noite ficava em estalagens e sonhava com o que tinha viso e ouvido.Até que acabou por chegar na antevéspera a uma povoação perto da floresta. Na madrugada seguinte o peregrino partiu, pois tinha de chegar antes de meia noite à sua casa. Mas a neve acabou por tapar os caminhos e só se pode guiar pela marca dos trenós… acabando por chegar à aldeia dos lenhadores onde lhe ofereceram comer. Eles disseram que não podia seguir caminho pois ia nevar mas ele disse que conhecia os atalhos da floresta. O cavaleiro seguiu caminho mas caiu a noite e ele quase que não via nada. Pois ele sabia guiar-se pelo rio mas não o ouvia, ainda pensou em virar para trás e nenhum ramo estalava. Até que lhe apareceu uns lobos e um urso. E o cavaleiro disse:”hoje é noite de trégua, é natal”. E desapareceram…   Foi então que rezou a oração dos anjos, o grande grito de alegria, de confiança e de aliança… foi então que começou a ver ao longe uma pequena claridade.    Então lembrou-se que deveria ser um lenhador e junto dele podia esperar o amanhecer. Ate agora a floresta iluminara-se. Ele pensava que era uma fogueira. Mas quando chegou em frente da claridade viu que eram as bétulas onde ficara a sua casa. E do outro lado a arvore maior da floresta iluminada…   Porque os anjos a enfeitaram com pequenas estrelas para guiar o cavaleiro.                                                                                    Trabalho elaborado por:                                                                                   Diana Sá nº10 do 7ºB.      
Escrito por Diana em 21:12:04 | Link permanente | Comments (0) |