Monday, December 15, 2008

Reflexo

“ Era uma vez uma casa branca nas dunas, voltada para o mar. Tinha uma porta, sete janelas e uma varanda de madeira pintada de verde. Em roda da casa havia um jardim de areia onde cresciam lírios brancos e uma planta que dava flores brancas, amarelas e roxas.”

Tudo naquela praia era magnífico e encantador. Da varanda da casa via-se as ondas do mar, que pareciam balançar ao murmurar do vento e o sol radioso que parecia dar brilho aquele cenário fascinante.

Por entre os rochedos corria um fio de água, no qual se via o reflexo de uma pessoa, uma linda menina que moravam na casa branca, apesar da sua beldade os seus olhos pareciam transmitir sofrimento, infelicidade.

O seu passado foi dramático. Viviana morava numa modesta casa nos subúrbios da capital, com a sua única família, seus pais. Para ela, eles eram a razão do seu viver, nada mais importava, nem o que os outros diziam, nem o que pensavam.

Ela sempre foi uma menina diferente de todas as outras, toda a gente a conhecia por a felicidade que transmitia, era capaz de pôr a pessoa mais infeliz do mundo a rir, para todo o lado que ia levava sempre um sorriso rasgado na cara, a sua maneira de ser cativava todos os que a rodeavam, estava sempre pronta a ajudar tudo e todos.

Mas, na realidade Viviana era uma menina de duas facetas completamente distintas. Quando se encontrava só os seus sentimentos eram inteiramente opostos, era uma menina que sofria muito, pois recordava-se daquela maldita tarde de Outono em que seu pai ao acostar o barco ficou com a perna direita esmagada contra o cais e que passados dois dias teve que ser amputado.

A partir desse dia todos os sonhos daquela família foram desfeitos, tornaram-se impossíveis. Mas nada que abalasse o sorriso de Viviana quando se encontrava junto ao pai, os laços que os unia tornavam-se cada vez mais fortes.

Dia após dia foi dando cada vez mais valor aos que a rodeiam.

A vida tinha-lhe ensinado desde muito cedo que um simples sorriso era capaz de mover montanhas, que pequenos gestos atenuavam o sofrimentos dos outros.

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Friday, December 12, 2008

Mapa Conceptual

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