Domingo, Dezembro 30, 2007

Sexta - Feira ou a Vida Selvagem

Título: “Sexta-Feira ou a Vida selvagem”
Autor: Michel Tournier
Data:
22-12-07
23-12-07
24-12-07
25-12-07
16-12-07
27-12-07
Página:
9-30
31-51
52-70
71-92
93-97
98-111

Capítulo I
No dia 29 de Setembro de 1759, no arquipélago Juan Fernandez, Robinson viajava a bordo no Virgínia como o objectivo de fazerem fortuna na América e de organizar trocas comerciais entre o seu país e o Chile. Robinson deixou a sua mulher e dois filhos.
Capitulo II
O navio não conseguindo suportar a tempestade acabou por naufragar. Robinson quando acordou estava deitado sobre a areia de uma ilha deserta, foi o único sobrevivente, além do seu cão, Tenn. Ele ficou imóvel quando viu um bode selvagem, como tinha medo que ele o atacasse matou-o. Dedicou-se à exploração da ilha o resto do dia. Na sua opinião aquela ilha era muito acolhedora.
Capítulo III
 Na manhã seguinte resolveu fazer uma fogueira e pôs a assar um bocadinho da carne do bode. Resolveu manter a fogueira acesa com a esperança de passar ali algum navio, por isso não salvou armas, utensílios e provisões que se encontravam nos destroços do navio. Robinson alimentava-se de tudo que encontrava, mariscos, raízes de plantas, cocos, bagas, ovos de pássaro e tartaruga e frutos.
Capítulo IV
Como estava cansado de esperar lembrou-se de construir um barco, para poder sair daquela ilha. No dia seguinte começou a construção de uma embarcação que lhe deu o nome de Evasão.
Capítulo V
 O que dificultava o trabalho era não conseguir encontrar pregos, parafusos, brocas nem serras. Robinson percebeu que era impossível levá-lo para a praia.
Capítulo VI
Depois do fracasso de Evasão Robinson começou a ter hábitos de manada de picaris. Passava dias inteiros na lama, o que acabou por lhe provocar alucinações. Então resolveu não voltar a cair nessa tentação.
Capítulo VII
Nas semanas seguintes dedicou-se à exploração da ilha. No Virgínia encontrou uns livros com páginas em branco, com a tinta de um peixe-ouriço resolveu escrever o seu diário. Robinson dedicou-se à cultura de cereais e prendia animais para retirar deles leite. Decidiu construir uma casa em vez de morar na gruta e num relógio de água.
Capítulo VIII
Para não perder a noção do tempo resolveu criar um calendário. Quando o calendário já tinha mil dias gravados resolveu dar leis à ilha.
Viu uma nuvem de fumo que se erguia no ar, interrogou-se se eram habitantes. Ao observar viu que eram cerca de quarenta homens que formavam um círculo à volta de uma fogueira, percebeu que eram os Índios da Costa do Chile, todos tinham uma cabeleira negra muito comprida. Acabou por assistiu à punição de um deles.
Nos meses seguintes construiu uma fortaleza que era defendida por um fosso à volta da casa.

Capítulo IX
Devido às torrentes de água Robinson teve que fazer reparações na sua casa, provocou também a abundância de cereais, provocando o problema da luta contra os ratos.
Capítulo X
Robinson não era vaidoso, por isso não sentia prazer de se ver ao espelho mas um dia encontrou um espelho num dos baús do Virgínia e pôde voltar a ver a sua imagem, concluiu que não tinha mudado muito mas tinha um ar sério o que não lhe agradava, pois já não conseguia sorrir. Robinson reparou que Tenn o seu cão lhe estava a sorrir.
A partir desse momento Robinson olhava para Tenn e tentava sorrir.

Capítulo XI
Robinson preocupava-se com as suas obrigações, como cultivar e organizar a ilha. Por vezes fartava-se mas lembrava-se logo dos perigos da ociosidade da lama.
Capítulo XII
Guardava tudo na gruta. Como não a conhecia toda, um dia resolveu explora-la. Acabando por adormecer mas depois percebeu que tinha que sair dali, pois estava muito gelado e a tremer de frio.
Capítulo XIII
Robinson continuava a descer à cavidade da gruta pois lá sentia-se bem.
Houve uma vez que ficou tanto tempo, que até podia ter morrido por enfraquecer tanto. Robinson lembrou-se que seu pai tinha mandando os “Almanaques” e escreveu na areia quatro frases que se lembrava do livro. Ficou assustado quando viu uma fina coluna de fumo branco que se erguia no céu. Enquanto corria para a fortaleza um bode atacou-o. Robinson ia a caminho da praia com a espingarda quando viu que se tinha esquecido do óculo voltou à fortaleza para o buscar. Viu três pirogas alinhadas na praia.
Um índio corria na direcção de Robinson porque outros dois homens o queriam matar por ele ser mais alto e por ter a pele mais escura.
Robinson disparou um tiro que matou um dos homens que prosseguia o Índio.
Quando o índio chegou ao pé de Robinson inclinou-se em sinal de submissão.
Capítulo XIV
Robinson e o seu novo amigo passaram a noite atrás das ameias da fortaleza ouvindo os ruídos da floresta. Mandavam Tenn ver se encontrava alguma presença humana.
Robinson pensavam que os índios esperavam pelo dia para os atacar, armou-se e dirigiu-se para a praia, verificou que estava deserta, só apenas restava o círculo negro da fogueira mágica. Ele riu-se muito alto de alívio, foi a primeira vez que se riu depois do naufrágio do Virgínia. Robinson começou a correr, quando se lembrou que o índio podia ajudá-lo a lançar Evasão à água. Este ficou zangado quando viu o índio nu a brincar com Tenn, obrigou-o a vestir as calças e “arrastou-o” até ao Evasão. Mas quando lá chegou viu que ele estava a cair aos bocados. Não Havia nada a fazer.

 
Capítulo XV
Robinson baptizou o índio de Sexta-feira, pois foi o dia em que o acolheu.
Ao fim de alguns meses Sexta-feira já sabia inglês suficiente para compreender o amo.
Robinson estava feliz, finalmente encontrara alguém a quem mandar trabalhar e a quem ensinar a civilização. Ele finalmente sabia o que fazer ao ouro e às moedas que salvara dos destroços do Virgínia, podia pagar a Sexta-feira, que com esse dinheiro comprava comida suplementar e pequenos objectos de uso que eram provenientes do Virgínia. Sexta – feira fez uma cama de rede entre duas árvores.
O dia mais lindo era o Domingo. Sexta-feira solucionou os problemas que incomodavam o seu amo, como a destruição do lixo. Também sugeriu a construção de uma piroga para cada.

Capítulo XVI
Aparentemente tudo corria bem, mas ninguém era feliz, Robinson reinava, Tenn dormia e envelhecia e Sexta – feira trabalhava. Sexta – feira queria agradar Robinson, por lhe ter salvo a vida, mas não compreendia a civilização implantada. Não há dúvidas que ele fazia o melhor que podia, mas quando havia tempo livre também fazia asneiras. O índio mantinha uma relação especial com os animais.
Capítulo XVII
Desde que Robinson tinha ganho uma companhia nunca mais tinha voltado à gruta, pensava que devido à sua nova vida não teria necessidade de lá volta, mas enganou-se. Uma noite acordou e não conseguiu resistir, teve de ir à gruta.
Lá sentiu uma sensação de grande felicidade. Na manhã seguinte quando Sexta – feira acordou e não encontrou Robinson, dormiu mais duas horas e esqueceu as suas obrigações, explorou um cofre que estava debaixo da mesa de Robinson, também brincou com Tenn.
Devido à brincadeira Tenn atirou-se à água, mas o índio salvou-o e secou a cultura do arroz.
Capítulo XVIII
Robinson saiu da gruta ao fim de cerca de 36 horas e tentou remediar o que o índio tinha feito. No dia seguinte Robinson e Tenn foram à procura de Sexta – feira, acabando por descobrir o seu acampamento secreto. Ao fim de observar os objectos particulares de Sexta – feira interrogava-se sobre a sua civilização. Acabaram por encontrar Sexta – feira disfarçado de homem planta.
Capítulo XIX
A vida na ilha retomou o seu curso. Sexta – feira descobriu onde Robinson guardava o pequeno barril de tabaco e o comprido cachimbo do capitão Van Deyssel, aproveitando às vezes para fumar na gruta sem Robinson saber. Robinson fumava apenas nas grandes ocasiões. Como naquele dia o seu amo descera à beira mar Sexta – feira foi bem par o fundo da gruta, para onde levou o barril, aí construiu uma espécie de canapé. Quando ouviu Robinson chamar por si, dirigiu-se na sua direcção. Mas não tinha reparado que tinha ainda o cachimbo na mão, acabando por o atirar para o fundo da gruta, onde se encontravam os barris de pólvora, que provocou uma explosão. Robinson perdeu os sentidos.
Capítulo XX
Quando Robinson abriu os olhos viu Sexta-feira que lhe segurava a cabeça com a 
mão esquerda e lhe tentava dar água. Quando se levantou arrancou os farrapos carbonizados que vestia. A casa ardia e as outras construções haviam voado. Houve uma segunda explosão de um dos barris de pólvora que tinha enterrado no caminho.
A entrada da gruta estava obstruída, Robinson apanhava os objectos que a gruta vomitava antes de fechar. À noite descobriram o cadáver de Tenn. Agora Robinson e Sexta – feira eram ambos livres.

Capítulo XXI
Começou uma nova vida. Sexta – feira já não trabalha, Robinson cortou a barba, o que lhe deu um ar mais jovem, já não tinha ar de governador. Parecia irmão do índio.
Encorajado por Sexta – feira começou a pôr-se nu ao sol. Aprendeu a andar apoiado nas mãos. Sexta-feira passava muitas horas a fabricar arcos e flechas.

Capítulo XXII
Sexta – feira fazia a comida e ensinou algumas coisas a Robinson que ele desconhecia.
Também o ensinou a fabricar açúcar e caramelo.

Capítulo XXIII
A primeira vez que Robinson e Sexta – feira discutiram foi a prepositivo do comer, pois o índio comia bichos e gafanhotos.
Sexta – feira desapareceu por mais ou menos 2 horas, quando Robinson o viu ele trazia atrás de si uma espécie de manequim que construiu, que estava vestido com roupas suas, apresentou-o e disse que era Robinson Crusoe, o governador da ilha de Speranza. Robinson também resolveu ir à praia e construir uma espécie de estátua deitada.
Robinson disse que era Sexta –feira, o comedor de serpentes e vermes. Todo o mal entre os dois –as injúrias, as pancadas, as zangas – faziam-se à cópia um do outro, mas entre si só trocavam amabilidades.
Capítulo XXIV
Sexta – feira resolveu inventar um jogo, fez-se passar por Robinson. Então Robinson também resolveu fazer-se passar por Sexta – feira. Eles divertiam-se muitas vezes com este jogo.
Capítulo XXV
Um dia Sexta – feira tentara apanhar um gafanhoto à beira da fortaleza, acabando por encontrar um barril de pólvora que acabou por fazer uma chama verde. Desde esse momento inventaram maneiras de brincar com a pólvora. À noite quando estavam sem sono iam acender uma árvore, era a sua festa nocturna e secreta.
Capítulo XXVI
Robinson esforçava-se para ensinar inglês a Sexta – feira. Também jogavam a um jogo “Retrato araucânio em cinco pinceladas” que era um jogo de adivinhas.
Capítulo XXVII
Um dia Sexta – feira acordou com a voz de Robinson que chamava por si, mas não via ninguém. Foi então a um pequeno bosque onde se encontrava Robinson. Lá havia imensos papagaios na ilha, eles começaram a repetir o que Robinson dizia. Os dois amigos fugiram até aos grandes pinheiros da praia então combinaram não falar, pois assim eram mais respeitados pelos papagaios. Robinson ensinou ao índio os gestos mais importantes para poderem comunicar. Eles mantiveram-se silenciosos durante várias semanas. Como os ovos dos papagaios eclodiram e os papagaios novinhos já tinham aprendido a voar os papagaios abandonaram a ilha. Robinson e Sexta – feira podiam falar de novo.
Capítulo XXVIII
Sexta – feira tem um novo divertimento lutar com os bodes. Uma vez viu uma cabrinha aleijada, alimentou-a, cuidou dela. Eram inseparáveis. No dia seguinte apanhou lianas para fazer um colar para Andoar, que simbolizava a sua vitória, ele procurou Andoar mas foi atacado por ele. Como Anda tinha desaparecido foi à procura dela e encontrou-a com Andoar. Os dois rivais lutaram, acabaram por cair os dois no vazio.
Capítulo XXIX
Robinson dirigiu-se ao local onde Sexta – feira e Andoar estavam. Andoar estava morto e Sexta – feira ria-se enquanto Anda lhe lambia a mão.
Capítulo XXX
Alguns dias depois regressou ao local onde tinha ficado o cadáver de Andoar.
A cabeça dele colocou-a num formigueiro, a pele estendeu-a nu solo, os intestinos lavou-os e pô-los a secar nu solo, o braço deitou-o ao mar, a pele gordurosa lavou-a nas ondas para ficar embebida de areia e sal.

Capítulo XXXI
Robinson tinha vertigens, para ver se perdia o medo todas as manhãs tentavam subir uma árvore. Naquela manhã escolhera uma das maiores árvores, quando olhou para o céu azul viu um grande pássaro dourado em forma de losango que balouçava ao vento. Sexta – feira cumpriu mesmo a sua promessa: fazer voar Andoar.
Capítulo XXXII
Sexta – feira fez um papagaio. Na praia o índio gritava de alegria porque cumpriu o que tinha prometido, fazer Andoar voar.
 Capítulo XXXIII
Também construiu uma harpa eólica com o crânio e com as tripas de Andoar. E mais uma vez cumpriu o que tinha prometido, fazer Andoar tocar.
Capítulo XXXIV
Um dia Robinson viu um barco que se dirigia à ilha, perguntou ao capitão do barco Whitbird que dia era e William Hunter respondeu que era sábado, 22 de Dezembro de 1787 então pelas suas contas estavam na ilha à 28 anos, 2 meses e 22 dias. Robinson e Sexta –feira almoçaram no barco. Robinson decidiu não deixar a ilha.
 Capítulo XXXV
Na manhã seguinte quando acordou deu por falta de Sexta – feira e dos utensílios. Ele procurou-o por toda a ilha mas não o encontrou. Quando foi para a gruta encontro o grumete do Whitbird que se tinha escondido nas rochas. Resolveu então dar-lhe o  nome de Domingo, pois era o dia das festas, dos risos e dos jogos. Sexta – feira abandonou Robinson, partiu no barco. Robinson ganhou uma nova companhia Domingo.

Escrito por Diana em 08:17:59 | Link permanente | Comments (1) |
Comentário
1 - Parabéns. (Comentar)

Escrito por: Prof. Paulo Faria em 2008/01/11 - 12:19:11
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